Ruído do Mar e Golfo Popular

Ruído do Mar e Golfo Popular
Ruído do Mar e Golfo Popular

Os filmes Ruído do Mar e Golfo Popular, de Ana Fernandes, foram exibidos no cinema da Praia, no dia 04 de Maio, na presença da cineasta e do produtor. Muito aplaudidos no final, mesmo com as espectativas altas, ambos os filmes impressionaram bastante.

Ruído do Mar é simplesmente surpreendente, tocante e muito emocionante. Recheado de arrojados detalhes e de magistrais desempenhos dos actores, com destaque para a cantora cabo-verdiana Mayra Andrade, denota-se sobretudo uma subtileza genial. Diria que todos os elementos se encaixam de forma brilhante na narrativa. Com o título inglês de “Roar of the Sea“, o filme retrata a história de um jovem africano que se encontra ilegalmente na Europa. Na prisão ele rejeita comer, falar e renuncia declarar a sua identidade. O guarda que o observa, descobre uma fotografia de uma menina escondida no amuleto do seu colar. Embora sejam de realidades diferentes, entre os dois homens há algo em comum. O guarda, então, resolve ajudar esse prisioneiro, correndo o risco de perder o seu trabalho. Mas ele não tem muito tempo, pois já não se pode parar a máquina da deportação.

Quanto ao filme Golfo Popular, trata-se de um documentário sublime sobre a ilha de S. Vicente, as suas gentes e suas memórias. Nele conta-se a história dos primeiros jogadores de golfe africanos – os “Lordes” –  e a sua luta durante a época colonial pelo direito dos africanos praticarem golfe. Graças ao triunfo dos “Lordes”, o golfe, que só era praticado pelos portugueses e pelos ingleses, tornou-se num desporto popular em Cabo Verde. O filme é também uma homenagem a Antero de Barros, Professor e primeiro presidente do Comité Olímpico Cabo-verdiano e à cantora Cesária Évora, falecidos em 2011.

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NU BAI, o Rap Negro de Lisboa

“Hip hop é intervenção. Não quero ninguém a dançar, mas a pensar”, diz Jorginho, um dos oito rappers entrevistados. Este documentário ouve o canto, solta a voz, não reprime os sonhos, os desabafos, o desejo de vingança, o diálogo-monólogo quase surreal. ” Eu sonhei que estava a voar na Pedreira dos Húngaros”. Realizado por Otávio Raposo, NU BAI – O Rap Negro de Lisboa é um documentário filmado entre 2003 e 2006, com a duração de 65 minutos. O filme participou em vários festivais, entre os quais o Indie Lisboa, e também ganhou vários prémios. Otávio Raposo é sociólogo (ISCTE/CRIA), nascido no Brasil, vive em Lisboa onde se licenciou na FCSH – Universidade Nova de Lisboa.

Aproveitando a estadia do CHULLAGE e do LBC,iremos exibir o documentário NU BAI, na terça-feira, dia 13 de Dezembro 2011, no auditório do Campus do Palmarejo – Uni-CV às 18h00, enquadrado no ciclo de cinema INDIEFEST a decorrer até o mês de Julho.

NU BAI, o Rap Negro de Lisboa