A gênese do mal no filme Laço branco

Laço branco (2009) Neste magistral registo do austríaco Michael Haneke, um dos mais importantes cineastas da actualidade, a perplexidade e a inquietação percorrem toda a narrativa. A história passa-se numa pequena aldeia da Alemanha, entre 1913 e 1914, onde começam a ocorrer estranhos e violentos incidentes.
À partida, Laço branco poderia ser interpretado apenas como  uma busca das raízes culturais da geração nazi.  No entanto, o realizador contrapõe esta ideia, numa entrevista ao “The New Yorker” ao dizer: “É importante para mim que o filme não seja visto, mesmo na América, como sendo um problema alemão, ou sobre a época do nazismo. Isso é um exemplo, mas é mais do que isso. É um filme sobre as raízes do mal […] Há sempre alguém numa situação desgraçada, que aproveita a oportunidade, através da ideologia, para se vingar, para emergir da sua miséria e rectificar a sua vida. Em nome de uma ideia bonita,  podes te tornar num assassino.”
Vencedor do Palma d’Ouro  no Festival de Cannes, trata-se indubitavelmente de uma obra-prima do cinema europeu.

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